CULTURA EDUCACIONAL NO BRASIL: COLÔNIA E INDEPENDÊNCIA

Autores

  • Diego Dantas UFF/ NuFIPE

DOI:

https://doi.org/10.52765/entropia.v10i19.597

Palavras-chave:

educação, cultura, colônia

Resumo

Em nosso estudo histórico e revisão de literatura, observa-se que desde sempre a cultura e a educação, no sentido estrito das palavras, se desenvolveram no Brasil sob a égide do privilégio concedido em um corte dual: de um lado, para a prole dos senhores de engenho e para uma pequena burguesia que se desenvolvia desde o século XVI no perímetro do litoral (economia açucareira) e da região de Minas Gerais e de Goiás (mineração) com o crescimento da economia colonial brasileira nos idos do século XVIII; de outro lado, uma massa de populares, desvalidos e escravos que sequer tinham acesso a essa educação minimamente estruturada. O artigo conclui que mesmo com a independência, pouco mudou para a elevação do Brasil a outra estatura moral, cultural e política, havendo apenas, no geral, a transmutação das práticas coloniais, dos costumes e do mandonismo de um âmbito local para o âmago de um Estado, agora, independente de Portugal.

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Publicado

01/05/2026

Como Citar

Dantas, D. (2026). CULTURA EDUCACIONAL NO BRASIL: COLÔNIA E INDEPENDÊNCIA. Entropia, 10(19), 05–23. https://doi.org/10.52765/entropia.v10i19.597

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